Copenhague parece muito mais um teatro do que uma convenção sobre o clima e como cuidar do planeta. Agora, surge com mais força uma contra-teoria ao aquecimento global e aos efeitos nocivos do CO2 na atmosfera. Só uma coisa é certa, o capital continua por trás de todas as idealizações mundiais.
Sabemos que o desenvolvimento sustentável – que leva em conta o crescimento humano, econômico e social juntamente com a preservação do meio-ambiente e uso correto dos recursos naturais – é essencial e que um desenvolvimento humano insustentável pode gerar catástrofes ambientais irreversíveis. Conhecemos o grande vilão desta história (não, não é o homem), o gás carbônico. Também conhecido como dióxido de carbono este composto químico é o principal acusado, e já culpado, de aquecer o planeta e sufocar a vida. Mas, nestes últimos dias, o professor e metereologista, Luiz Carlos Molion, com 40 anos de estudos climáticos, contesta toda a história do Aquecimento Global e, advogando a favor do CO2, diz que a terra está em um processo de resfriamento. Ao ler uma de suas entrevistas e conhecer o argumento do professor fiquei surpreso. Surpreso por parecerem argumentos racionais e lógicos, fundamentados em anos de pesquisas climáticas. Leia a entrevista completa.
O que tem me preocupado é o viés conservador e raivoso que muitos colunistas têm dado para as declarações de Molion. Molion ao defender o não Aquecimento Global e o CO2, passa uma mensagem de manipulação ideológica e política que países desenvolvidos tem imposto para atravancar o desenvolvimento dos países pobres. Isso me parece completamente viável e possível de ser feito, não sejamos ingênuos, na convenção de Copenhague, a COP 15. Molion em momento algum defende o desenvolvimento insustentável. Apenas alerta para algo que suas pesquisas mostram o contrário. Aqueles colunistas, já se apegaram às declarações do professor como uma permissão para continuar apoiando políticas imperialistas, manipuladoras e de desenvolvimento nada sustentáveis. Aproveitam para defender o Latifúndio dos grandes agroexportadores que cada vez mais avançam sobre a Amazônia e outros ecótonos de grande biodiversidade. Alegam que seu conservadorismo salvou e desenvolveu o mundo e que nada é como parece.
Então, parece que estamos, mais uma vez, rodeados pelo jogo de interesses. De um lado a estagnação planejada do desenvolvimento de países subdesenvolvidos sob uma possível mentira. De outro lado a provável verdade já é vista como absoluta por alguns. E o que realmente importa, o caminho que a humanidade tem escolhido, é sobrepujado pela mesquinharia de inúmeros aproveitadores.
